sábado, 26 de junho de 2010

a story of O.

O.
tune numa diferente frequência chia o sol (g)
desce devagar e se aproxima de um lá(r)
esse velocipede tem quatro rodas com lâmpadas amarelas nas pontas.

O.
em cima dele a pedalada entre A. estrela e a Terra é leve
como andar de cavalo na casa do campo
e encontrar uma lebre
O.

sobe desce
sobe desce

O.
dentro dele
dentro dela

quinta-feira, 17 de junho de 2010

cor Vadia

Sr. R. (Erre) Flutuando,

Pelo amor a desgraça, pendure-se no fio dental mentolado e escorregadio no canto do nicho dos escorpiões, se balance até cansar e então posicione-se rígido na mira dos ferrões. Fique nu e jamais utilize seu juízo. Gire veloz sem rumo e obedeça a todos os sinais que te violem. Quando a culpa der um tapa na sua testa, gargalhe, mas não se esqueça de engolir os sapos rápido e a seco, que é pra não soluçar. Invariávelmente abuse do outro e emepenhe-se com afinco para que este sinta-se especialmente descartável.
Caso não saiba, o bréjo é sempre opaco e se aqui tem rabo é pra comer.
Esteja constantemente desatento, contudo lembre-se de seu lema:

Você não Se pertence!

Tenha uma excelente estadia na incomparável Terra da Covardia e retire seu atestado timbrado de Frouxo na Casa da mãe Anônima,
Rua Falta de Vergonha na Cara,
número ½.

O povo sem alma agradece.