segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estilo reticente na mente de quem não mente

Desperto para um por de sol da cor dos cabelos que um dia você quer ter. Antes de ontem foi um suco de laranja despedaçado que me descia como despedida da madeira deles. E delas. Um gafanhoto celeste por ali era emantado, consumido, despido, removido. Sentindo o sentido brotar como feijão no algodão em um experimento de escola. Cheiro de nuvens quando meu esôfago se espatifa por entre as montanhas tão ocas. Por dentro de um par de rins xumbrelados escorrem as paredes do poço dos desejos. Dim glim dim glim dim fazem as moedas corriqueiras sem rumo. Rodopiam com suas duas caras, ou com uma cara e uma coroa. E Haja reverencia ao diabo. Ele é tão teu quando da outra metade, porque você, você não é deus. Você só pode ser a poeira cósmica que permeia tudo entre o que há. Você é só a possibilidade da luz avistada das trevas. E o lar, Ah o lar, o lar é aquele que te queima a pele como água viva fora do sal. Uma gota amiúde se emudece no crepúsculo daquele peito quase desfigurado. Rosa como um quartzo de pedra dissolve a tensão das cansadas maças . Raspo o longo palito de fósforo nos dentes pra que caiam e me deixem de vez. Boquiaberta embasbacada revejo o reflexo num retrato jamais pintado por pincéis. Por ai tem corvos escaldados em avareza. Tem os restos viscerais acinzentados da bonequinha que poucos curtiam segurar as mãos. Caretas. Deformação do improvável. A maioria não sabe que Lucifer é anjo. Agora entendeu? Pois por favor, agora amor, abre a sua boca saudosa pra sugar meus braços dormentes. Ore pelas minhas sementes. Se despede da caveira no meu dedo indicador esquerdo, porque Lugar de cardume é perto das anêmonas. E sobre as costelas, ... as costelas ficam pra uma próxima prosa.

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