sexta-feira, 25 de setembro de 2009

pólen




Não tenho marido
Não tenho homem
Não tenho inimigos
Não que eu saiba
Tenho a mim
Tenho uns outros
Outros que chamava anjos
Anjos já não sei
Mas tenho
Tenho pedaços soltos
Circulam `libre`, como lebre
E mesmo quando não me chamam me levam
Circulo livre nas veias e nos poros deles
De todos
Todos eu, você, ele, ela
As sombras vagam
Meio as brisas noturnas dos litorais
Cansam do quente
Das serpentes
E purgam ate o pó
Vocês pensam que a areia é feita do que?
E o recheio do vulcão?
Pensou?
Num pensa
Assim também é gostoso
As vezes cansam de você, de mim, dele, dela, todos cansam
Se quiser escolhe
Eu decidi que não sei viver sem tirar as cartas
Perei de perguntar quando tirei os pés da fogueira
Voar ficou fácil, foi hilário ate
E não é tão diferente de andar de bicicleta
Vem de tudo na sua cara, do pólen ao cimento corroído
Então brincar na ponte passa a ser luxo
E criam-se códigos na entrada
E isso me separa
Me embaga também,
Porque nos iguala
E por fim ninguém quer ser igual a alguém
Ainda mais depois de entrar pelo portão
Falando serio, entendo os entorpecentes
Os índios `In nutra`, os urbanos `In vitro`
Borra igual
Me diz o que fazer com borrão.
Eu experimento, ta tranquilo.
To tranquila, em paz, to comigo, to com as flores ...

4 comentários:

  1. e quando a gente aprende a andar de bicicleta uma vez, nunca mais esquece. lembrar disso tb me trouxe paz depois de ler esse texto.

    linda. um beijo.

    ResponderExcluir
  2. gostei mt da parte em q vc diz q tem uns outros q vc chama d anjos. lembrei de vc, lembrei dos meus amigos.... q são meu anjos..q estão ai "libres" pra voar.. e ao msm tempo tao perto...

    ResponderExcluir
  3. ...
    -É primavera, mas eu tenho medo dos anjos. Prefiro o que é carne e sangue e suor e lágrima e sumo... enfim...é primavera, e há tantas flores, e espinhos são belos...
    E ah, que bom que estás por entre as flores... que bom...

    ResponderExcluir

que bom vc deixou um comentario, adorei!