domingo, 27 de setembro de 2009

vice e versa




Sabe amiga, voce tá mais que certa, e só não entende quem tem medo de desafiar as próprias crenças.
E ai, que se não repensar espera que o outro corresponda a todas as expectativas de uma vida inteira, e encaremos os fatos, ninguém jamais vai ser capaz de fazer isso.
Ai a galera que decida se prefere se questionar em silencio numa tarde de tmp ou estress pós qualquer atividade.
Chora bem baixinho com medo que ele descubra que espera mais do que ele pode te dar.
E ele sabe, mas tbm fica em silencio, ele tbm queria que fosse perfeita, e sofre de leve por não ser.
Ele ama que se pareça com a mãe que ele não teve, ou com uma fragilidade dependente dos seus fluidos corporais. Mas ele fica em silencio, e quase não faz barulho.
No quarto ao lado ele pensa na quantidade de coisas fedorentas que o cercam. E é obvio que tem vontade de se explodir, de te explodir, de explodir a porra toda.
Mas os dois curtem brincar de casinha e fingir que a monogamia eh o prato principal. Ou sabem pouco da vida ou escolhem um banho de espuma de hipocrisia. Suave assim. As vezes sentam na frente de um computador e flertam com a possibilidade de aceitarem o que tá estampado em cada roupa intima que vestem.
Sai mesmo pra procurar na rua o que te falta. Se faz falta pq não preencher? Me da um bom motivo. E quem eh que não quer sempre mais? Eu sempre quero mais. Quero mais dinheiro, quero vida de madame, quero torrar grana no shopping as 10 da manha pra ter uma guarda roupa que me traga mais novidades em mim. E eu sou meu maior veiculo, certo? E se eu saio em busca do ausente pq vc tbm não poderia sair? Deixa pra pensar só quando tiver que pensar.
E por isso que eu te admiro. Porque sofre com os próprios pensamentos mas não deixa de viver. Bravo! Então comemora logo mais um ano de vida, decide rápido se quer gastar 400 reais num show de pequena duração. Dinheiro nenhum compra a sensação de estar no lugar certo na hora certa. E quem sabe essa não eh a hora de se permitir realizar um sonho com o dinheiro dos outros. Dinheiro eh mto bom, e não ter sempre que suar pra ter tbm eh.
Então pé na estrada, pq a gnt sempre vai ter os M.s pra fuder com a cabeca da gente!
Sobre o amor, sinto muito, sobre isso não vai dar pra falar. Não sei mesmo.
Posso te dizer que caminho ao seu lado, que te adimiro, que gosto do jeito que confia em mim, que me faz bem ter vc por perto. Posso dizer que to ai, aqui, onde vc quiser, mas principalmente to num lugar secreto que poucos conhecem, num lugar que compartilho com vc os arquetipos femininos proibidos. sua existencia fortalece a minha.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

pólen




Não tenho marido
Não tenho homem
Não tenho inimigos
Não que eu saiba
Tenho a mim
Tenho uns outros
Outros que chamava anjos
Anjos já não sei
Mas tenho
Tenho pedaços soltos
Circulam `libre`, como lebre
E mesmo quando não me chamam me levam
Circulo livre nas veias e nos poros deles
De todos
Todos eu, você, ele, ela
As sombras vagam
Meio as brisas noturnas dos litorais
Cansam do quente
Das serpentes
E purgam ate o pó
Vocês pensam que a areia é feita do que?
E o recheio do vulcão?
Pensou?
Num pensa
Assim também é gostoso
As vezes cansam de você, de mim, dele, dela, todos cansam
Se quiser escolhe
Eu decidi que não sei viver sem tirar as cartas
Perei de perguntar quando tirei os pés da fogueira
Voar ficou fácil, foi hilário ate
E não é tão diferente de andar de bicicleta
Vem de tudo na sua cara, do pólen ao cimento corroído
Então brincar na ponte passa a ser luxo
E criam-se códigos na entrada
E isso me separa
Me embaga também,
Porque nos iguala
E por fim ninguém quer ser igual a alguém
Ainda mais depois de entrar pelo portão
Falando serio, entendo os entorpecentes
Os índios `In nutra`, os urbanos `In vitro`
Borra igual
Me diz o que fazer com borrão.
Eu experimento, ta tranquilo.
To tranquila, em paz, to comigo, to com as flores ...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Buraco no assento do carro




Porra J. assim você me fode. E se você não rega minha semente pela manha ao longo do dia ela fica seca. Faz toda diferença, sabe?
Preciso confessar ... adoro o mar e mas nem por isso tenho menos medo de me afogar. E olha que aprendi a nadar no útero! Muita H2O, entende?
Fala um pouco mais alto. Você não precisa de um microfone (ahahah ate pq eh micro) e nem das piadas do semi-careca sentado do seu lado.
As vezes o chiste está pra alem de gastar as pessoas e ai eu acho chato. Sim?
Sei lá, vai ver eu eh que não estou no humor. Por isso prezo a nossa sintonia. E sintonia eh liberdade, e liberdade eh poder pensar a transgressão menos a agressão. Pra que agredir, certo?
Lembremos que sentimos prazer e que graças a s gerações passadas hoje podemos pensar o gozo diferente de pecado.
Agora eu ri dele: “ o tema era: o papel do historiador na sociedade”. Agora ele costura um texto bonito. Ai sim entra mais água, mais sensibilidade. Isso me fez lembrar sobre nosso assunto em relação a Freud ser tantrico.
E o conceito da palavra entra por ai. Só que agora to com preguiça de explicar. Mas eu sei que entre todos você sabe exatamente do que estou falando.
E pensar nos outros me da uma sede ruim, sede que eu não sinto ao seu lado, peixe. Mas eu entendo os lagartos.
Viu? Ainda to aqui, mas de qualquer forma preciso pegar um ar e anotar em algum lugar que quero te contar meu sonho doente da noite retrasada. Ah e também quero falar mal do cara da voadora, ... ou não!
Talvez eu não precise cansar minha beleza pra treinar meu senso critico. Pele boa, vida nova.
Por favor, + obras de artes pra mim, - relacionamentos.
A palavra eh: distanciamento. Comedido.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ironica origem



Me diz ai,

e se abrissem as portas dos sanatórios e dos presídios ...

persistiria a raça humana ?

domingo, 20 de setembro de 2009

Pega o meu vazio




Tira uma foto minha? Assim, igual a essa folha em branco. Entende? É assim que eu quero, bem assim, bem branquinho! Da ?!Hein, da’!? Vai responde logo! Ha ha ha! Eu to eufórica mesmo.
Não-não, assim tá bonitinha. Bonitinha não quero. Claro que eu não posso sorrir! Não-não, triste também não. E se eu colocar o arco branco? Olha ai, foi? Ah, essa sua lente é uma merda!
# gargalhadas #
Ta, eu fico quieta. Espera eu parar de rir. Deixa aparecer. As celulites grandes não, só as pequenas! A brisa o que no meu cabelo? Fala mais alto! Ta muito forte o barulho do vento entrando pelo vão da porta. Ai! Ha ha ha. Ta! Ha ha ha, para!
Eu to, juro! Juro, serio. É serio. Não po. Olha isso.
# pose final # O vento quebra um dos vidros # cacos coloridos no chão #
Não deu? Não? O que faltou? Como não sabe?! E se eu tirar a calcinha?
#click entre pose #
É verdade, eu também gosto das minhas costas. Ta perfeito, obrigada.

“ Em preto e branco, Bruna”.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Frescor



Eu sou amante de um cara. Aham, a outra. Sim, eu que fui romântica doente. A mesma que já pensou em viver virgem pra ser de um homem só. A mesma que precisava pertencer. Pertencer a alguém pra pertencer ao mundo. Pois é, chutei o balde. Pertencer virou perspectiva.
Eu mesma, a que diminue os homens quando digo que nascem de uma boceta e uma boceta é pra onde vão. Pois bem, não me pergunte o que fazer com qualquer falsa moral. Nao me pergunte o que vou fazer com a minha.
Falar de amor é complicado. Eu sei lá o que é o amor. Bem-estar? Nomes são só nomes. E o amor pode ser a coca-cola das nossas refeições. Xarope doce, cheio de gás. Digestivo quando não causa azia. Ópio do povo. Anestesia coletiva ... E a raca se segura firme na possibilidade de se ter uma garrafa na mesa nossa de cada dia.

E o amor tambem é conbustivel pra neuronio, e isso me faz perceber que cansa ser inteligente. É luxo pra poucos. E cansa mesmo. De repente sou obrigada a me repensar como sujeito e re-apresentar a mim mesma de uma maneira que doa menos pros dois. E pra que isso, pra depois escutar de um idiota qualquer que meu ego é inflado demais.? As pessoas confundem inteligencia emocional com vaidade. E por isso eu não aguento os zens que precisam aniquilar o Ego ( instancia não matemática) para tentar dar algum sentido a existência. A informação tá ai pra todos. Cada um usa como pode, como quer. E a burrice e fragilidade alheia equilibram o mundo. A terra seria chata demais se só fosse abitada por pessoas como eu. Não teria graça. Não teria raça. Fato, a gente se exterminaria. PS: rezo e medito.

Acho que o povo precisa de um cabelo macio. Todo mundo merece um cabelo macio! Tocar o cabelo é terapêutico. Pensa nisso. As mães passam as maos na cabeça das crianças, os padres na de seus fieis, os amantes se acalmam assim, um com a mão na cabeça do outro. O que fazem os dedos entre os fios?

Não pede mais pra beber minha água não. Pega no próprio cabelo. Bate uma. Mas me deixa quieta. Bota sua calça xadrez, seu adidas gasto e sua mochila nas costas. Fuma um se quiser. Foda-se sabe? Querendo ou não a gente se pertence, a gente se merece.
Profissão pra que?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

palácio ávido



Quanta poesia pra falar que gosta quando eu te chupo, te dedo e meto em você. Que porra é essa de ficar enfeitando as palavras? As coisas são o que são. Te faço gozar e você adora. Me diz isso e ponto. Você tá ficando chata! Analista demais, sensitiva demais. Dê menos. Se da um descanso, me da um descanso. Para de falar em códigos pra me seduzir. Você não precisa disso. Você é uma delicia assim. Crua. Cala a boca mulher! Isso não é pra te agredir.
Não me responde assim! Cacete! Eu sou sensível sim, porra! Num fode. Porra... que merda.Eu só to te falando isso pra te trazer sossego. Pra você perceber que existe muito mais do que isso.
Eu sei que você já sabe, mas parece que esquece.
Dança pra mim hoje, eu prefiro. Ah vai, eu te coloco afim.
Vem cá. Sorriso lindo. Ta sentindo, né? Só mais um pouquinho. A sapatilha de ponta. Espera. Vou pegar o meu capuz. Espiral dourada.