segunda-feira, 20 de julho de 2009

Hoje a noite

Vontade a gente tem, mas nem sempre nossos desejos podem ser satisfeitos. O post de hoje nasceu de uma necessecidade de sublimacao, onde o meu desejo de aprender a tocar uma musica, acabou sendo vetado por conta do barulho estar encomodando o resto da casa. O desejo continuou presente e visto que o prazer talvez nao viesse atraves do ato de tocar, meus mecanismos psiquicos logo arrumaram um jeito de buscar pela satisfacao. Acabou encontrando uma via de escape prazerosa: a escrita. Portanto aqui vai um post sobre o jogo de cintura.

Era isso o que eu fazia antes de virem reclamar, era isso o que eu fazia. Barulho, muito barulho. Sempre barulho. quase nunca me encomodei com isso. A principio achava interessante a minha sonoridade, ate me gabava. Imaginava que o meu barulho era bem vindo. Aham, em alguns casos ate era, mas em outros devia soar um tanto quanto desafinado.

Era isso o que eu fazia, falava tudo. Falava mesmo. Falava dos meus sonhos, dos meus medos, dos meus erros, das minhas vontades. Pedia para que as coisas fossem do meu jeito, e quando nao dava, rebolava pra fazer dar. Nessa epoca eu ainda nao tinha perdido o tom e rebolar era engracadinho. Fazer um bom charme eh uma das minhas especialidades.

Quando foi que o meu grave foi ficando agudo? Acho que a partir do momento em que a melodia pediu. As vezes isso acontece. Conservar o acorde eh a minha missao do momento. Foi no escuro do meu santuario que essa ideia me fez lembrar da musica do luxuria. Nos ultimos meses tenho pensado nas minhas escolhas falhas e buscado por uma forma de pegar mais leve comigo mesma. Costumo dizer pros meus amigos nao se cobrarem tanto em relacao aos erros do passado e sei que naquela epoca fizeram o melhor que podiam fazer. nao lembro de dizer isso a mim.

Acho que to passando tempo demais olhando pra tras. Penso que minha analista talvez me disesse que estou elaborando o que se passou na minha vida, fortalecendo meu ego e conhecendo melhor as minhas estruturas psiquicas. Ok, concordo, mas it`s time. Eh tempo de me perdoar por ter ferido meus proprios ouvidos, porque no final das contas aqueles que escutaram meus gritos ja me perdoaram faz tempo e provavelmente me perdoaram porque sabem que eu so tava seguindo a melodia.

Hoje penso sobre a hora de apertar o mute, mas sei la, acho que o mute me adoece. Talvez seja melhor pensar no pause, ou ate mesmo no stop. Definitivamente chega de replays. Foward nunca foi o meu problema, alias, tracar metas bem definidas tambem esta na lista de To Do desse mes.

Descobri que ainda tenho notas pra encaixar, mas a melodia mudou. E tudo o que eu tenho pra falar, todo o meu barulho vai ter que arrumar um outro jeito de se manifestar. Sublimar ... o proximo post vai ser sobre os diversos significados do conceito sublimacao. Falando nela, aqui embaixo esta o video que resume as linhas a cima. O video que mostra exatamente o que eu fazia essa noite antes de sentar aqui. E jah que hoje decidi escrever o texto em primeira pessoa e me expor, decido tambem nao ter que mudar de computador para corrigir os erros ortograficos e escolho expor a intimidade da minha falta de familiaridade com as notas novas. Um video imperfeito pra falar da minha imperfeicao.

P.S.: ate onde vcs acham que expor a minha fragilidade vai contra mim?

* sempre entre mim e voce, mas hoje em especial de mim para mim mesma.*

Bruna Buechem [...]

3 comentários:

  1. isso depende de para quem vc vai expor sua fragilidade..
    tb aprendi q tem q se ter cuidado oq dizer e pra quem.....hj em dia penso mto duas vezes antes de compartilhar algo pessoal....
    gostei mto dos seus textos!
    bjs
    Christian

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  2. ...
    -Acontece de acordes dissonantes também se concatenarem numa harmonia... e tua melodia susteniu nessas parades bemois...

    Palavras, voz e melodia harmônicas, para um mundo tão ruidoso...

    ah, no final do compasso veio-me vontade de :

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que bom vc deixou um comentario, adorei!