quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dismorfismo Essencial


Que merda é essa de consumir um monte de merda, sabendo que se está fazendo merda e que no final das contas isso só vai dar em mais merda? Ingestão infindável, fermentada, química intoxicante, açúcares fabricados. Tecido adiposo bipolar, que protege o umbilical do ataque alheio e consome o seu plexo solar.

Quanta falta de vergonha na cara. Sai por ai perdendo os óculos pra se safar da vista grossa que vive fazendo em relação às próprias escolhas falhas. E que se foda o nariz, a garganta e os ouvidos, tem mais é que entupir tudo mesmo. Sinusite nos covardes.

Que corpo mudo é esse? Mãos de cadáver, brancas, geladas, sem vaidade. Arritmia diagnosticada em uma sala de 3 metros quadrados, por um alguém que não faz idéia do que se passa em seu coração. Disfunção de caráter, só pode ser. Deita naquela maca e sai com uma receita no bolso que justifique sua bunda mole. Adiciona uma lordose ai, porque parece fazer sentido esconder o próprio sexo por medo de virar cinzas mais uma vez.

Combustível poluente ferve seu sangue, queima seus neurônios, intoxica os pulmões. Febre por três dias é pouco. Raiva fraudulenta que não faz essa porra explodir. Cadê a lava borbulhante e devastadora? Cadê? Não rola, né? Devastar é pros desapegados, e nesse caso estamos falando da fragilidade em pessoa, não é mesmo?

Então, de que adianta massacrar os músculos com adrenalina, ter sonhos reveladores e escrever poesias no caderno de folhas coloridas? De que adianta os dedilhados, os baseados e os banhos demorados? Quando é que vai parar de se esconder nessa armadura de anjo? Se parar de manipular sua realidade talvez consiga apresentar a linha de chegada à sua fuga.

Um brinde vermelho aos tapas na cara, aos socos de estômago, as bolas nas costas, aos abandonos, as palavras em vão, as lagrimas derramadas e as rugas do rosto. Absolver o passado é receber o presente, ... E que presente libertador.

Missão cumprida. Entendido o acoplado em suas costas, honrado já é o seu caminho.



# Do moderno dicionário da língua portuguesa, Michaelis

dismorfismodis.mor.fis.mosm (dis3+morfo+ismo) 1 V alomor­fismo. 2 Biol Qualidade de aparecer sob formas diferentes (alguns fungos, por exemplo, assumem formas diferentes em condições parasíticas ou saprofíticas). 3 Biol Estado do ser vivo que se apresenta sob uma dessas formas. 4 Med Forma defeituosa de um órgão; má conformação. Var: dismorfia.

essenciales.sen.ci.aladj m+f (lat essentiale) 1 Relativo à essência; que constitui a essência. 2 Que constitui a parte necessária ou inerente de uma coisa; necessário, indispensável. 3 Característico; importante. Antôn (acepção 2): acessório. sm O ponto mais importante.


“A sinceridade destrói castelos de areia. É a realidade sem anestesia. Ela não estimula reticências, não teatraliza as relações humanas, não debocha da credulidade alheia, não falsifica impressões. A sinceridade é de vanguarda. É tão soberana que emudece a todos. É tão inesperada que impede retaliações. A sinceridade é o ponto final de qualquer discussão”. Martha Medeiros.

* sempre entre mim e você*
∞ Bruna Buechem [...]

2 comentários:

  1. O mundo está intoxicado, sem instinto e sem rumo.

    Nem sei muito o que comentar e pensar sobre isto. Não existe apenas um "Postar um comentário" sobre os erros dos seres humanos.

    A gente não precisa de médicos. A cura está detro de nós. Cada um precisa se conhecer melhor, buscar os instintos, o ciclo da terra e o propósito da existência.

    Eu desejo uma crise existêncial para todos!!!

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  2. é...sem crise existencial, ng chega a lugar algum... terapia já!

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que bom vc deixou um comentario, adorei!