segunda-feira, 27 de julho de 2009

uma hora e treze minutos depois

Foram 3 laranjas, meio mamão e cinco morangos grandes. Através das meias brancas e gastas dava pra ver o esmalte vermelho em seus pés. A corrente de ar frio esbarrava nas pernas parcialmente despidas. Os sons da cozinha quase plagiavam os do motor de um caminhão. Lembrou-se daquele dia em que adoçou seu chá com mel enquanto ele dormia.

Manhã cinza de mar ressacado, de pensamentos nublados, de organismo fadado. Dessa vez os entorpecentes contaram uma outra verdade. "Dessa vez o uniforme vermelho não vem te salvar". Manhã seguinte de uma noite sem sonhos e nem pesadelos. Uma manhã de vazio. Uma manhã de sono incubado em globos oculares translúcidos. Fundas olheiras. Sente falta do cheiro daquele cobertor azul.

Entre o macio e janela os cães compõem a trilha sonora do inicio da tarde. Uns poucos pássaros soam como o riff de um baixo. Os dedos no teclado uma suave percursao. Os ruídos do estômago fomentam uma canção. Cinco minutos passaram e um carro qualquer se junta a voz da vizinha de cima. Transformam a melodia.

Abre sua porta sem pedir licença, e primeiro oferece o almoço, em seguida cobra por uma blusa rosa de gola rolê. Pergunta, acusa, faz caretas, bufa, pra depois encontrar a tal blusa no armário embaixo da pia misturada nas suas coisas mofadas. Deixou uma porta aberta. Com certeza foi de propósito. E faz pra incomodar; faz pra chamar atenção pra vida que muitas vezes considera desgraçada. Já não é tão estranho ter achado azedo as 3 laranjas, o meio mamão e os cinco morangos. Virou os olhos e perguntou se tinha limão. Que solidão.

Mais sono, mais frio, mais cansaço. Pensa sobre o atual espaço físico limitante, e com a cabeça apoiada na bancada colori o piso da sua sala, as cercas do seu jardim, pensa nas as vacas, nas galinhas, nos coelhos, nos cachorros, gatos, tartarugas, pássaros e borboletas que quer ver voando no seu quintal. Pensa nas arvores, nas frutas e na horta que constrói a distancia. Sente o cheiro do bolo que assa no futuro e se alegra com a musica clássica que vem da sua linda sala de espelhos. Em uma das paredes um espelho enorme com alguns mosaicos reluzentes. Mais espelhos frente à barra que impulsiona seus giros. Sala perfumada, emantada. Onde o lúdico ganha vida, onde acontecem seus grupos de meditação, onde dança a bailarina, onde concebe pela primeira vez. Casulo da transformação.

Cotovelos no lençol gasto, áspero, cheio de bolinhas da maquina de lavar. Suspira e em algum lugar vê seus novos lençóis tomando banho de sol no varal. Na hora de levar pra dentro assopra os insetos que vieram visitar.

Agora o bolo está pronto. Lá de cima ele desce todo sujo de tinta. Um sorriso de amor aquece os fios do seu cabelo. Ele chega bem perto e fala sem parar. Suja a louça com a tinta e com o peso do corpo quebra o banco de madeira. Agora vem gargalhadas. Os tocos que restaram vão pra casa da arvore que estão terminando de construir.

As cortinas estão prontas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

movimento




Hoje em cores sobrias ...
como me faz sentido ...




" O sol esteve distante por dias. Uma linda flor em um vaso. Um chinelo perto da lareira. Um violoncelo deitado em seu estojo. Logo desce as escadas.Veste sua elegância matinal. O som da água a faz sonhar. Eh desperta por uma nuvem de vapor. Ela derrama um sonho em um copo de agua e Uma colher de açúcar o adoça.

E ela luta por sua vida enquanto coloca seu casaco. E ela luta por sua vida no trem. Ela olha para a chuva enquanto ela cai. E ela luta por sua vida enquanto ela entra em uma loja. Com um pensamento que captura por um fio Ela paga pelo pão. E ela vai ...

Ninguém sabe .O sol esteve distante por dias. Uma melodia de inverno, ela toca . O trovão faz ela contemplar. Ela ouve um barulho atrás do portão. Talvez uma carta com uma pomba. Talvez um estranho que ela poderia amar.

E ela luta por sua vida enquanto coloca seu casaco. E ela luta por sua vida no trem. Ela olha para a chuva enquanto ela cai. E ela luta por sua vida enquanto entra numa loja. Com um pensamento que captura por um fio Ela paga pelo o pão. E ela vai ... Ninguém sabe.

E ela luta por sua vida enquanto coloca seu casaco. E ela luta por sua vida no trem. Ela olha para a chuva enquanto ela cai. E ela luta por sua vida enquanto vai a uma loja onde as pessoas são prazeirosamente estranhas. E contando o troco. E ela vai ... Ninguém sabe "


musica de Oren Lavie

p.s. assistam o video !!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Hoje a noite

Vontade a gente tem, mas nem sempre nossos desejos podem ser satisfeitos. O post de hoje nasceu de uma necessecidade de sublimacao, onde o meu desejo de aprender a tocar uma musica, acabou sendo vetado por conta do barulho estar encomodando o resto da casa. O desejo continuou presente e visto que o prazer talvez nao viesse atraves do ato de tocar, meus mecanismos psiquicos logo arrumaram um jeito de buscar pela satisfacao. Acabou encontrando uma via de escape prazerosa: a escrita. Portanto aqui vai um post sobre o jogo de cintura.

Era isso o que eu fazia antes de virem reclamar, era isso o que eu fazia. Barulho, muito barulho. Sempre barulho. quase nunca me encomodei com isso. A principio achava interessante a minha sonoridade, ate me gabava. Imaginava que o meu barulho era bem vindo. Aham, em alguns casos ate era, mas em outros devia soar um tanto quanto desafinado.

Era isso o que eu fazia, falava tudo. Falava mesmo. Falava dos meus sonhos, dos meus medos, dos meus erros, das minhas vontades. Pedia para que as coisas fossem do meu jeito, e quando nao dava, rebolava pra fazer dar. Nessa epoca eu ainda nao tinha perdido o tom e rebolar era engracadinho. Fazer um bom charme eh uma das minhas especialidades.

Quando foi que o meu grave foi ficando agudo? Acho que a partir do momento em que a melodia pediu. As vezes isso acontece. Conservar o acorde eh a minha missao do momento. Foi no escuro do meu santuario que essa ideia me fez lembrar da musica do luxuria. Nos ultimos meses tenho pensado nas minhas escolhas falhas e buscado por uma forma de pegar mais leve comigo mesma. Costumo dizer pros meus amigos nao se cobrarem tanto em relacao aos erros do passado e sei que naquela epoca fizeram o melhor que podiam fazer. nao lembro de dizer isso a mim.

Acho que to passando tempo demais olhando pra tras. Penso que minha analista talvez me disesse que estou elaborando o que se passou na minha vida, fortalecendo meu ego e conhecendo melhor as minhas estruturas psiquicas. Ok, concordo, mas it`s time. Eh tempo de me perdoar por ter ferido meus proprios ouvidos, porque no final das contas aqueles que escutaram meus gritos ja me perdoaram faz tempo e provavelmente me perdoaram porque sabem que eu so tava seguindo a melodia.

Hoje penso sobre a hora de apertar o mute, mas sei la, acho que o mute me adoece. Talvez seja melhor pensar no pause, ou ate mesmo no stop. Definitivamente chega de replays. Foward nunca foi o meu problema, alias, tracar metas bem definidas tambem esta na lista de To Do desse mes.

Descobri que ainda tenho notas pra encaixar, mas a melodia mudou. E tudo o que eu tenho pra falar, todo o meu barulho vai ter que arrumar um outro jeito de se manifestar. Sublimar ... o proximo post vai ser sobre os diversos significados do conceito sublimacao. Falando nela, aqui embaixo esta o video que resume as linhas a cima. O video que mostra exatamente o que eu fazia essa noite antes de sentar aqui. E jah que hoje decidi escrever o texto em primeira pessoa e me expor, decido tambem nao ter que mudar de computador para corrigir os erros ortograficos e escolho expor a intimidade da minha falta de familiaridade com as notas novas. Um video imperfeito pra falar da minha imperfeicao.

P.S.: ate onde vcs acham que expor a minha fragilidade vai contra mim?

* sempre entre mim e voce, mas hoje em especial de mim para mim mesma.*

Bruna Buechem [...]

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dismorfismo Essencial


Que merda é essa de consumir um monte de merda, sabendo que se está fazendo merda e que no final das contas isso só vai dar em mais merda? Ingestão infindável, fermentada, química intoxicante, açúcares fabricados. Tecido adiposo bipolar, que protege o umbilical do ataque alheio e consome o seu plexo solar.

Quanta falta de vergonha na cara. Sai por ai perdendo os óculos pra se safar da vista grossa que vive fazendo em relação às próprias escolhas falhas. E que se foda o nariz, a garganta e os ouvidos, tem mais é que entupir tudo mesmo. Sinusite nos covardes.

Que corpo mudo é esse? Mãos de cadáver, brancas, geladas, sem vaidade. Arritmia diagnosticada em uma sala de 3 metros quadrados, por um alguém que não faz idéia do que se passa em seu coração. Disfunção de caráter, só pode ser. Deita naquela maca e sai com uma receita no bolso que justifique sua bunda mole. Adiciona uma lordose ai, porque parece fazer sentido esconder o próprio sexo por medo de virar cinzas mais uma vez.

Combustível poluente ferve seu sangue, queima seus neurônios, intoxica os pulmões. Febre por três dias é pouco. Raiva fraudulenta que não faz essa porra explodir. Cadê a lava borbulhante e devastadora? Cadê? Não rola, né? Devastar é pros desapegados, e nesse caso estamos falando da fragilidade em pessoa, não é mesmo?

Então, de que adianta massacrar os músculos com adrenalina, ter sonhos reveladores e escrever poesias no caderno de folhas coloridas? De que adianta os dedilhados, os baseados e os banhos demorados? Quando é que vai parar de se esconder nessa armadura de anjo? Se parar de manipular sua realidade talvez consiga apresentar a linha de chegada à sua fuga.

Um brinde vermelho aos tapas na cara, aos socos de estômago, as bolas nas costas, aos abandonos, as palavras em vão, as lagrimas derramadas e as rugas do rosto. Absolver o passado é receber o presente, ... E que presente libertador.

Missão cumprida. Entendido o acoplado em suas costas, honrado já é o seu caminho.



# Do moderno dicionário da língua portuguesa, Michaelis

dismorfismodis.mor.fis.mosm (dis3+morfo+ismo) 1 V alomor­fismo. 2 Biol Qualidade de aparecer sob formas diferentes (alguns fungos, por exemplo, assumem formas diferentes em condições parasíticas ou saprofíticas). 3 Biol Estado do ser vivo que se apresenta sob uma dessas formas. 4 Med Forma defeituosa de um órgão; má conformação. Var: dismorfia.

essenciales.sen.ci.aladj m+f (lat essentiale) 1 Relativo à essência; que constitui a essência. 2 Que constitui a parte necessária ou inerente de uma coisa; necessário, indispensável. 3 Característico; importante. Antôn (acepção 2): acessório. sm O ponto mais importante.


“A sinceridade destrói castelos de areia. É a realidade sem anestesia. Ela não estimula reticências, não teatraliza as relações humanas, não debocha da credulidade alheia, não falsifica impressões. A sinceridade é de vanguarda. É tão soberana que emudece a todos. É tão inesperada que impede retaliações. A sinceridade é o ponto final de qualquer discussão”. Martha Medeiros.

* sempre entre mim e você*
∞ Bruna Buechem [...]

Codiletras para Codinomes


Conversar com A. é sempre A .( A. riscado; arriscado!). SEMPRE!
A.quase nunca entende as palavras de B. Ultimamente, B. tem escolhido não contar com as outras letras pra se fazer entender. Parece até mais complicado, entretanto, se pararmos pra pensar A. e B. estão tão próximos, que não faria sentido algum ter outras letras entre eles, certo?

O que aconteceria se fingíssemos que A. e B. são as únicas letras do nosso alfabeto? Provavelmente, A. e B. ficariam mais próximos do que nunca, e então, de fato, não existiria mais nada entre A. e B. Quase soa romântico, não fosse por uma outra reflexão:
Restringiríamos nossos sons a: “Ab?”; “Ab!”; “Aba?” “Aba!” “Abababab”. … Ou… “Ba?” ; “Ba!”; ” Bab?!”; “Bababababab!”. Meu deus!Fica muito próximo de algo como Bla bla blah, ou é impressão minha? Pois é, restrições demais podem acabar em ” blah blah blah” !

Mas alguém já parou pra pensar, por que no nosso alfabeto A. e B. assumiram tais lugares? Por que A é a primeira letra B a segunda, C a terceira, e assim por diante? Essa resposta ainda não encontrei. A historia das letras conta que antes de surgirem como tal, as pessoas se comunicavam através de desenhos, e por conta desses desenhos passaram a montar frases inteiras com eles. Assim como nós fazemos em um jogo de mímicas. Então os desenhos foram ficando mais específicos, ate chegarem ao formato de letras atuais, como vocês podem ver alguns exemplos na tabela abaixo.

















Voltando a questão do posicionamento das letras, penso que B. não faz contato somente com A., que gosta muito dos sons de C , que interage com D, que proseia com E, e assim por diante, até chegar na relação de Y com Z. Penso se A e z são letras que se sentem diferentes por estarem nas extremidades, uma por não ter um antecedente e a outra por não ter um procedente. Quem sabe A. e Z são como portais, que marcam inicio ou fim de um ciclo? Gosto dessa idéia, e isso me faz pensar o quão próximo A. esta de Z e Z de A, que está próximo de B, que está próximo de C e assim por diante. Todos linkados nessa incrível jornada.

Um dos pontos mais interessantes dessa historia é que a escrita foi inventada na Suméria, um país que existia onde hoje estão o Irã e o Iraque, numa região chamada Mesopotâmia, que significa “entre rios”. Os rios são o Tigre e o Eufrates. Naquela época, cerca de 5 mil anos atrás, a escrita começou a ser feita em pequenas almofadas de barro.

Com mais uma analogia termino o post de hoje contando pra vocês que a historia de A. e B. aconteceu, e surgiu meio a um vale de lagrimas, como uma canoa encantada disposta a resgatar essas duas letras. A. e B. transformaram o C da canoa em um de Cabana, então se Amaram, Brigaram e Cansaram. B. não podia mais sentir o cheiro do cloreto de sódio daquelas águas, mas A., A. volta e meia transformava a cabana em canoa, e assim estendia os braços e molhava novamente seu rosto no vale das lagrimas. Acho que A. está acostumado aos sons desse rio , e por isso se assustou com os sons que B. faz. Vejo B. se sentir mais inserida, mais próxima de outras letras, mais próximas de possibilidades de diferentes sons. Talvez A. não tenha enxergado isso, talvez só tenha escutado blah blah blah. Acho que A. não se viu como portal, e talvez não tenha nem pensado no ciclo.


O final dessa historia é triste. A. que um dia fez sons tão lindos com B., não os consegue mais fazer por conta do C; C de Culpa. Então desejo a A. que se permita estreitar laços com
B. e possa Brincar
Ceder as teimosias
Despedir-se do passado
Entregar-se pro presente
Fazer acontecer o que deseja
Guardar boas lembranças
Honrar seus sentimentos
Integrar seu corpo a sua alma
Jantar mais a luz de velas
Kama sutraR
Livrar-se do que não presta
Motivar-se com a luz do dia
Nutrir suas relações com todo seu amor
Observar-se
Punir-se menos
Questionar seus medos
Respeitar os diferentes sons
Saber separar as coisas
Tocar seu violão
Uivar a sua força
Vislumbrar o seu futuro
Xavecar seus ideais
Yo te digo ... essa ta foda
Z … “ze” lembrar que você é livre!




Dedico esse post ao A. da minha vida, que provavelmente vai discordar de quase tudo que eu disse.




* sempre entre mim e voce*


∞ Bruna Buechem [...]

Eterna Lembrança

Dos meus relacionamentos, um dos mais longos. Um pouco mais de dez anos. Normalmente quando o adjetivo longo complementa o substantivo relacionamento, tendemos a interpretar a sentença como "algo bem sucedido”, certo? Ok, longo sim, bem sucedido? Também. Mas, nem por isso menos sofrido. E talvez um dos mais sofridos, principalmente porque estive nua a maior parte do tempo. Exposta, quase sempre sem defesas, e quase sempre por opção. Algumas vezes sentava em frente ao computador, ligava a tv ou ouvia alguma música pra evitar a sua companhia, mas de uma forma ou de outra estava sempre lá. Presença.

Me acolhe independente de tudo, faça sol, chuva, quer eu grite, quer eu dance, quer eu durma, quer eu cante. Escuta meus prantos com todo o tempo do mundo, parece até que sua principal missão é olhar pra mim. Com toda delicadeza que existe em si, com seu silêncio me questiona como ninguém nunca questionou, e também com seu silêncio ilumina as minhas incontáveis possibilidades. Em uma palavra; Fidelidade.

Confesso que por mais que estivesse bem perto de mim por mais de um ano, só tomei consciência de tal fato durante uma madrugada solitária no meu quarto. Deu sinais, mas eu não entendi. Então com a maior das sutilezas, arrancou com força todas as minhas peças de roupa, alguns pedaços da minha pele, a minha voz e grande parte das minhas lágrimas. Lembro como se fosse ontem, que antes disso tudo acontecer eu já tinha deitado, levantado, me ajoelhado pra rezar, deitado novamente, e levantado. Daí sentei no para-peito da janela, e foi como se a presença do lago, das montanhas, do céu índigo, de todas as casas e carros que passavam tivessem querendo me contar o que estava pra acontecer. Alarme.


Então a faixa 11 daquele cd começou a tocar, e junto com as notas tocou cada centímetro do meu corpo, e aos poucos encontrou uma brecha e por ali chegou bem perto da minha alma. Devagarzinho, como só mestres sabem fazer, me transformou em melodia, e por alguns segundos nos tornamos um. Como os números da faixa 11, mas nesse caso, 1 e 1 não somaram 2. Fusão.

Talvez eu nunca tenha retribuído com o melhor de mim. Algumas vezes toquei firme, e com as mesmas mãos tracei uns símbolos nos seus cantos como forma de cuidado. Por outras pintei, comprei objetos, pendurei acessórios. Infelizmente só pensando em me agradar. Às vezes é muito difícil perceber a natureza do que está a nossa volta e tantas outras mais difícil ainda perceber o que está além do que se vê. Hoje, com muito amor quero poder honrar e agradecer a sua incomparável estrutura. Inesquecível.

Às paredes do meu quarto eu dedico esse Post.


*sempre entre mim e você *
∞ Bruna Buechem [...]

Unicamente




UNICAMENTE …


“Vem sentir a era das águas, o velho tempo terminou. Somos filhos da mãe natureza,ventre do total amor. Segue-se a história herdada de Atlantis, todo começo é o caos. A raça humana, eterna mutante, nasce ao plano astral.

Raiou o sol, que haja luz no novo dia. A voz da fé pe a sombra que te guia. Eu vou buscar no silêncio do teu mar, linda sereia. Odoia Iemanjá.

As ondas que lavam a terra vem tecendo um espiral.Tom sereno, que pulsa no mantra do teu canto sideral.Deusa da fonte, rede gigante, espelho do eterno altar.Dom da visão, do vôo distante sonho pra nos lembrar.

Raiou o sol, olha o mar, que alegria. Sentir você é viver em harmonia. Eu vou buscar, pedras brancas pra te dar linda sereia, Odoia Iemanjá

Vem sentir, somos divinos, grãos de areia da razão. Num só corpo de única mente, escolhemos free will zone. Esse é o motivo incerto, destino,tempo é uma ilusão. Íris da noite, ela revela a próxima dimensão.

Raiou o sol, que haja luz no novo dia. A voz da fé é a sombra que te guia. Raiou o sol, olha o mar, que alegria. Sentir você é viver em harmonia. Eu vou buscar pedras brancas pra te dar linda sereia. Odoia iemanjá. "

Deborah Blando.


“Unicamente” me bateu como cheiro de chocolate quente numa manha de frio. Quero dividir esse convite com vocês. Que esse espaço seja uma janela para um horizonte colorido de bom humor e inspiração sobre as nossas vivencias!

*sempre mim e você*

∞ Bruna Buechem [...]