segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Costurando Almas

Eu to me segurando nas suas pernas,
passando a mão nas suas linhas;
nas suas letras.
Te sinto assim, diferente.
Pele macia.
Brisa sua que me acolhe no nosso silencio. Brisa sua que me faz escutar os pianos e os violinos. Juntas.
Escutamos instrumentos infinitos.

Melodia suave; intensa.
Intensa como você.
Melodia nem sempre harmoniosa.
Desafina.
Perde o compasso. Quase fobia.
Abraço mais forte os seus joelhos e prendo minha respiração. Congelo no espaço. Viajo no tempo. Percebo os gozos e os sussurros.

Confio, confio na certeza da sua certeza. No alvo trocado, melado de cevada. Me entrego. E ela passa a ponta dos dedos na minha franja e respira por mim. Me inspira profundo e bem devagar pra eu poder dançar no sistema imunológico dela.
Minha cabeça no final do seu tronco.
Seus pés no final do meu tronco.
Pétalas tão perto de pétalas. Agora plumas.

Ela sabe como me parir.
E num sopro de medo, de Medo tufão, os ossos tremem.
Não, dependência não.
Volto a respirar e ela se agarra na minha blusa. Me prendo nas fitas envolta dos quadris dela.
Passou. Respiramos. Voltou.
Seguramos. Afrouxamos. Seguramos, afrouxamos, Respiramos.
Seguramos, afrouxamos, seguramos, respiramos muitos cheiros, afrouxamos, tencionamos, respiramos, afrouxamos. E nos soltamos porque tem tambor. Muitos tambores. Muitas batidas.
Timbre grave quando a gente sente ódio do agudo, ódio do estridente. Deixa vir, e se deixa berrar ate estourar as cordas. Deixa romper. Aqui, ensurdecer é a escolha.

Então mãos. Mãos entre mãos. Assim. E ela me expira e espirra nossa bagunça.
Eu abro os olhos claros pra boca vermelha dela. Peito no peito. Quente. Multiplicidade continua.o
E está tudo ali. Bem ali, no mesmo lugar. Em qualquer lugar. No seu devido lugar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

luxúria




Nada. Nada entre vocês. Água. Muita água. Não esquece. Doce de leite. Doce de leite é doce bom pra criança se lambuzar.

lu.xú.ria
1 Exuberância de seiva, serviço dos vegetais. 2 Cio. 3 Corrupção de costumes, lascívia, sensualidade. 4 Reg ch (Alagoas) Esperma, sêmen.

Um tango gostoso em:
http://www.youtube.com/watch?v=uIEECjJbWd8&feature=PlayList&p=B71906D7AB37AF61&index=0&playnext=1

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Todos os sentidos

Pizza de dois dias atras antes do meio dia. Tarde pra ela, cedo pra mim. Os ponteiros evaporam, e as regras também. Abro as pernas e reconheço o meu cheiro de saúde. Quase posso ver as coisas, não fosse pelos meus olhos. Tão irônico como ligar o ar condicionado num dia de verão. Chá de extratos de ervas e sementes, bem como ele, e sua pequena camisa de tricô.
Quem foi que fez isso tudo?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Você não é o seu passado

na ponta do teu pé estão teus dedos, estão fedidos. pode cheirar. culpa do teu cachorro. e das tuas frieiras.
a pia do teu tanque ta quase entupindo. foi a terra molhada dos teus sapatos. culpa da chuva que não deu trégua.
... detesto a arrumação dos teus moveis. detesto essa tua falta de cuidado, esse seu descaso com as coisas só porque que não te pertencem.
me diz uma coisa, teu violão continua surdo-mudo? teus vícios continuam os mesmos? você ainda respira pela boca quando mastiga?
eu amo demais a tua mãe, amo mesmo. amo muito. mulherão. e o que isso tem a ver? nada, ela só te pariu.
sabia que da minha janela da pra ver o circo iluminado? lembra das pipocas e cachorro-quentes, e cocas? não né? você nunca lembra de nada.
sabe o que eu vou fazer? unidunitê nos meus livros e abrir uma pagina pra você.

" noventa e nove por cento de quem você é esta invisível e intocável" r.buckminster fuller

te faz sentido? preguiça. e saudades do seu edredon e também do argentino. ontem me lembrei daquele ultimo abraço no estacionamento. O tempo voa meu bem. Ou bem dela. acho que ta mais pra bem de ninguém. Ou será bem de todo mundo? mmmmmmmm

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

me deixa

Entende uma coisa,eu nao gosto que toquem nas minhas roupas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

minuto mito

No tanque lava as camisas encharcadas de suor. No banheiro lava as calcinhas meladas. o detergente irrita os poros, resseca as palmas, fere as cutículas. Mas quem precisa de emulsionantes ao descobrir eles dois? Não, não mesmo. Questão: ate que ponto uma coceira pode dar prazer? .

Ta tudo sujo e ninguém quer saber de faxina. Os lençóis não são trocados faz 10 dias. e quem se importa? Pelos menos assim garantem companhia noturna nos fluidos. Ta valendo. A vassoura continua atras da porta, amiga da poeira. e ta valendo também. a pá não se sente só no chão. Ta ali, por perto, em paz. É, ... Deixa pra lá. Limpa o que der pra limpar, se quiser limpar. sabe? E daí que o desodorante acabou? Ferormonios são excitantes naturais legais. entao Que fedam todos juntos! e Amém.

Tem cera de vela por todos os cantos, tem cascas de frutas empilhadas na bancada, tem pombos na sacada. Nada mais nojento que pombos. E olha, o esgoto do banheiro não se ofende com essa afirmação. Só Mais um pentelho e ele jorra. Serio. E vai ter merda misturada com vomito. Ai sim, a coisa vai ficar feia. Digo, 'Eles não são frescos', nem podres. Tem gordura acoplada a carne, cálcio frágil, sangue violado, pulmoes poluídos ... Mas é só isso. As intenções são as melhores.

Lembrem do vô, ali, sentado na varanda do sito. Pois a cadeira de madeira balança no ritmo dos ventos de outono. Ele mostra pras meninas as folhas secas. No peito bate um coração aquecido, não mais pelo tecido xadrez vermelho, e sim, por elas. O colo do vô não parece pequeno quando acolhe maria eva e seus cabelos ruivos na perna esquerda. Boa menina. Na outra perna, em pé, maria vitoria e os olhos turquesa do pai. Boa menina também. Mexem nos cabelos grisalhos dele. O vô troca as fraldas das gêmeas. e agora sim, entende porque deus não lhe deu uma filha. Mundo doido, pensa ele. Mas ta valendo.

Escolhas são escolhas, frágeis como bolhas, não cabem em ampolas, como camadas de cebolas roxas. Roxo é a cor da divindade. Isto é, se acreditas em deus. Se não, tudo bem também. Ele ta bem. Ela também. la vem a paz. olham pra traz, mas nada mais, nada menos, tudo igual. Como foi. Feio e lindo, lindo e feio. Sem grandes sinais, sem mais pontuação.pois bem, as coisas são como são.

sábado, 5 de dezembro de 2009

mifu tifu

eu fodo, tu fodes, ele fode, ela fode, nos fudemos, vos fudeis, eles fodem e elas fodem.todos fodem. todos. o verbo eh conjugavel em todas as pessoas e em todos os tempos. sera? agora vejamos, hoje eh sabado a noite, sao 23:24, nao to fudendo, nem to fudida. mas eh fato que tem gente pensando que eu to. isso nao vem ao caso.
por favor, digam-me, deixem seus comentarios, quando foi que fuder, quando conjugado no ... que tempo verbal seria esse? presente do ato passado? ... fudeu ... nao quero pensar sobre... retomando, quando foi que fuder deixou de ser verbo e passou a adjetivo? ou adjunto adverbial de modo? estar fudido, estar fudida, estarmos fudidos. estivemos, estamos, estaremos fudidos?
pensemos:
estar: vem do verbo ser e eh utilizado quando pretende designar um estado de qq coisa.
fuder - putaria pesada entre dois indiviudos ou mais, independente do sexo, cuja suposta motivacao eh o prazer. finalidade: descolar uma boa gozada, se possivel.
humm, dito assim nao me parece traumatizante!
eh galera, fudeu a porra toda. e por isso to tirando ferias desse espaco. to afim de escrever com uma outra vibe que nao cabe aqui. Entre o que Ha eh forte demais,passei a postar um bando de bobeira e nao curti essa onda. ate respeito, mas por hora to curtindo pegar mais leve.
falando nisso, perdi um quilo e meio em 10 dias sem fazer dieta. alguem quer a receita? entao, a iluminacao da arvore da lagoa deve ta linda ne? tipo, que nem os carros de reboque estacionados la desde 15 h da tarde, ne? fico tao feliz ao lembrar que eh so atravessar a rua pra tomar um yogoberry. como amo os shoppings. e as princesas na orla de copacabana no ultimo domingo, alguem tirou uma foto pra mim? ay que amor. o amor nao eh lindo gente? e o rio de janeiro nao continua sendo!?!
isso eh que eh classe. pior eh que ironia nao eh acida pra mim. eu chupo limao feliz.

bom, mais justo seria se eu encerrasse as postagens no Entre o que Ha com algo bem melado, bem dolorido, bem suado. se possivel com um gozo.ai gozos ... beleza, que assim seja. vamos ver o que vem de beeem la do fundo ...

se meu amor tivesse nome, seria o seu
se meu amor tivesse corpo, seria o nosso
se meu amor tivesse alma, seria a da lua
se meu amor tivesse casa, seria o mar
se meu amor vivesse livre, estaria na sua cama
se meu amor vivesse em paz, nao estava em silencio
se meu amor vivesse mais perto, talvez nao estivesse tao longe
se meu amor nao fosse tao bruto, nao seria um diamante.

sim eu amo. sim, posso dizer que sei o que eh o amor. sei do meu amor. sim eu sei o nome dele, conheco seu corpo, sua alma, sei onde mora, sei do seu estado e por onde circula. sei do seu valor.
sim ... eu te amo, meu amor.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

purpurina de um outubro passado



uma vez escutei de uma menina um discurso sobre a retina transparente em espiral de um cara tal. suas cordas vocais pareciam entorpecidas. aquela narrativa apresentava o conto mais troncho e mais poético que já ouvi.

pra ela que vivia atras das grades, ver um rabo de cavalo foi suficiente.
o meio de transporte era mais moderno, mas os tempos eram os mesmos.
em cima de 4 rodas havia a esperança de um encontro celestial que trouxesse aqueles ventres pálidos ao sol.
acabou sendo um dia como outro qualquer ate o momento em que o cristal turquesa da memória ressuscitou aquela noite.

" é proibido proibir "

mantra épico, sedução heróica certeira
sem fronteira,
culminou num mergulho profundo na alma da terra.
um pau de canela perfumada misturava as essências
enquanto o mel garantia o deslize dos primeiros passos
em direção a fogueira da luz.

o circulo de prata no polegar esquerdo acompanha a primeira dança,
o manto branco da paz recebe a chuva no peito aberto.
a pelugem dourada com cheiro de madeira queimada floresce.
a larva corre em direção ao balanço e alcança os céus.

voa borboleta
só se você vier comigo.
eu não sei se posso voar
então pega na minha mão.

dizem por ai que ele pegou, mas logo soltou. dizem que leões não podem voar. mas eu já vi uma leoa com asas. Juro. faz tempo não escuto a voz dela. dizem que existe um retrato pendurado dentro do armário dele. dizem que ela tem plantado pimenta e escutado musica clássica. dizem, que no ultimo dia 26 os dois vestiam rosa. eu não sei. dizem tantas coisas. eu só confio nela. e nele. ela não escuto faz um tempo. ele ainda não escutei. quero muito escutar. dizem que ele é um misto de poeta angelical com fera animal. dizem. eu não sei. mas quero muito saber.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

This shit is Bananas



Again
This shit is bananas
B-A-N-A-N-A-S

fudeu! fudeu gostoso!!!

Hoje tem !!!!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ma.te.má.ti.ca surpresa




5

" Pequena ..."

Beleza, então ele vem com tudo. Dai só me resta mesmo ficar de boca fechada.
Com sorriso largo no rosto diz: " vai lá, relaxa". Fecho a porta do banheiro porque hoje não to afim de engolir. Saio com a cara lavada, deito do lado dele e pergunto como sabia. Galanteante, diz que me saca de longe.
Dessa vez mostro todos os dentes e digo : sei ..."


4

"Linda, vamos só terminar com as garrafas de cerveja."

Beleza, faltam duas, uma viro eu no canteiro sem ninguém perceber e apresso o fim daquela chatice. " Mas agora ... ", ... lá vem ele de novo.
Desisto.
Com Mil e duzentas desculpas depois deita do lado ainda frio da cama do quarto dos avos, beija meu ombro e me vira de frente. Me pede em casamento.
Completamente sem saco pra aquela dinâmica, cavalgo quase muda, pela primeira vez rezando pra que ele durma logo em seguida.


3

"O mundo não é cor de rosa."

Beijei uma mulher na frente dele só pra desafiar sua testosterona. Funcionou. Beijei ele também. 4 dias depois me chamava pra sair. Meu pequeno ego flutuou pelo pilotis do leme. Ansioso me esperou do lado de fora do carro, abriu a porta pra eu entrar e botou pra tocar aquele Cd clássico "a essas musicas elas não resistem". Ar condicionado, banco de couro e perfume importado. Ta certo, puta tesão mesmo. 9 meses depois, bAm! Orla de Copacabana, velas e colchão no chão da sala. Já não sei se foi a cera, o suor, ou o canto do mar, naquele dia ele me fez acreditar em "eu também sei fazer amor."


2

"sua branquela safada ..."

No banco de trás do carro da mamusca dele, o meu vinho, o meu chocolate, a minha venda e meu vestido branco virginal.
Os cabelos negros lisos nos olhos, a barriga marcada, a respiração emocionada, as mãos fortes dele que não perdiam milímetro sequer.
Disponibilidade para ser feliz



1

"as vezes ainda lembro dos nossos dias..."

A primeira vez que ele me tocou foi dentro da sauna a vapor. Pois é, tava quente demais. Tempo demais depois foi a primeira vez que eu toquei ele. Não me pergunta aonde, não lembro. Lembro do dia que entrou tudo pela primeira vez. Encaixou, alegria mutua. Bom demais. Meses demais os pilares eram testemunha das nossas alianças, anos demais amizade eterna entre duas crianças.


matemática
ma.te.má.ti.ca
sf (gr mathematiké) Ciência que trata das medidas, propriedades e relações de quantidades e grandezas e que inclui a Aritmética, a Álgebra, a Geometria, a Trigonometria etc. M. aplicada: a que tem aplicações concretas, como na Astronomia, nos vários ramos da Física etc. M. pura: a que estuda as propriedades dos seres em abstrato. M. superior: as partes da Matemática tratadas mais cientificamente, ou mais avançadas, abrangendo tudo que vai além da Aritmética, Álgebra, Geometria e Trigonometria ordinárias; matemática de nível universitário.

domingo, 8 de novembro de 2009

mascavo prt sc




meu amigo rodrigo diz que
"excesso de yang vira yin, não tem jeito.... vai chover..."
ai eu logo embarco e digo que queria trovoes
e que a agua caisse bem forte pra levantar o cheiro da terra
e isso me faz lembrar da minha cabana
dos meus planos, do meu rio, das folhas secas, das batidas de tambor
das paredes de vidro e de madeira, das arvores cheias de fruto
um passo dai e os meus poros transpiram eva
de volta as cores.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

por hora



o tempo ................ a ilusão

te entendo ................ ando nas beiras

convenções enclausuram

escolhas ................ sentido coerente

bem estar ................ momentâneo ................ satisfatorio

ontem não ................ amanha ................ nem sei

tudo bem

lembrar ................ todos os dias ................ ter calma

sábado, 31 de outubro de 2009

credo das bruxas

"Saber,
Ousar,
Querer,
Calar;
estas sao as quatro palavras do mago,
pois pra Ousar precisamos Saber.
E pra Querer precisamos Ousar.
Nos podemos Querer um imperio.
Mas, para reinar, precisamos Calar"

saber - precisamos libertrar a mente de todo o entulho, lixo, nocoes sem valor. somente assim seremos capazes de nos abrir para as dadivas do conhecimento e da verdade que nos aguardam.

ousar- devemos ousar para superar nossas ignorancias e crencas arraigadas. somente assim obteremos forca necessaria para trilhar o caminho da arte.

querer - sem a presenca da nossa vontade nossa magia nao chega a lugar algum. para que nossos esforcos sejam bem-sucedidos precisamos querer nossos objetivos a ponto de nos confundirmos com eles.

calar - esta eh uma questao de duplo aspecto. o primeiro aspecto fala que devemos adiquirir capacidade de lidar com paz e o silencio do nosso mundo interno, e dai cultiva-los. somente assim seremos capazes de ouvir as vozes dos deuses e da nossa verdade interna. ja o segundo aspecto diz respeito ao mundano. infelizmente ainda existe no mundo mt gente intolerante e apavorada, de modo que devemos distinguir aqueles que querem ser realmente esclarecidos. eis pq o silencio eh sempre necessario para proteger a nos mesmo e a arte.

a arte - dorothy morrison

terça-feira, 27 de outubro de 2009

alegria



joss stone vem ao brasil ...

Choking Kind & You had me nesse video.

http://www.youtube.com/watch?v=qBOKFpAhBbg&feature=PlayList&p=908B47D38149906C&playnext=1&playnext_from=PL&index=24

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

efervescente



de alguem muito especial pra alguem muito muito especial

É, morena, tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola

Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar

marcelo camelo

http://www.youtube.com/watch?v=ZkR4zSerKss&feature=player_embedded

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quarta passada


Jan diz:
escreveu isso td na casa do bark?
Maria Amora diz:
vc nao lembra?
na mesa, nós 3
Jan diz:
sim sim, mas td ?
Maria Amora diz:
td
pq?
a gnt tava conversando e eu anotava o que colava em mim
Jan diz:
achei q o final tivesse sido escrito depois
simsim
Maria Amora diz:
não, na hora que o bark atava apertando meu pé
e depois ele me mandou meditar!
Jan diz:
hahaha

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

a minha cabana




ai amor
amor que me ensinaram
amor que descobri
amor que me empurraram
amor que eu não vivi
e por que pensar em amor
se sobre ele nada sei?
e será mesmo que nada sei?
não quero tirar onda de poeta amargo
descrente
ate porque tenho minhas carências
só que minha carência me expõe
é demandosa e vai contra o meu sustento
me torna dependente
vulnerável
e depois de tudo que rolou
já não confio nos cuidados alheios
e por mais largos que sejam os ombros
não confio
hoje aceito a falta de teto
ate que é bom
assim abraço as estrelas
aí vivo como lagarto
entre o seco e o molhado
entre
por vezes o sol sustenta minha paz
por vezes chove muito
e tem dias que preferia não me molhar
aí o teto faz uma faltinha
penso em por umas palhas lá em cima
entregar pro tempo
nada como o tempo
céptico assim
com fé assim
Ah sim.

domingo, 27 de setembro de 2009

vice e versa




Sabe amiga, voce tá mais que certa, e só não entende quem tem medo de desafiar as próprias crenças.
E ai, que se não repensar espera que o outro corresponda a todas as expectativas de uma vida inteira, e encaremos os fatos, ninguém jamais vai ser capaz de fazer isso.
Ai a galera que decida se prefere se questionar em silencio numa tarde de tmp ou estress pós qualquer atividade.
Chora bem baixinho com medo que ele descubra que espera mais do que ele pode te dar.
E ele sabe, mas tbm fica em silencio, ele tbm queria que fosse perfeita, e sofre de leve por não ser.
Ele ama que se pareça com a mãe que ele não teve, ou com uma fragilidade dependente dos seus fluidos corporais. Mas ele fica em silencio, e quase não faz barulho.
No quarto ao lado ele pensa na quantidade de coisas fedorentas que o cercam. E é obvio que tem vontade de se explodir, de te explodir, de explodir a porra toda.
Mas os dois curtem brincar de casinha e fingir que a monogamia eh o prato principal. Ou sabem pouco da vida ou escolhem um banho de espuma de hipocrisia. Suave assim. As vezes sentam na frente de um computador e flertam com a possibilidade de aceitarem o que tá estampado em cada roupa intima que vestem.
Sai mesmo pra procurar na rua o que te falta. Se faz falta pq não preencher? Me da um bom motivo. E quem eh que não quer sempre mais? Eu sempre quero mais. Quero mais dinheiro, quero vida de madame, quero torrar grana no shopping as 10 da manha pra ter uma guarda roupa que me traga mais novidades em mim. E eu sou meu maior veiculo, certo? E se eu saio em busca do ausente pq vc tbm não poderia sair? Deixa pra pensar só quando tiver que pensar.
E por isso que eu te admiro. Porque sofre com os próprios pensamentos mas não deixa de viver. Bravo! Então comemora logo mais um ano de vida, decide rápido se quer gastar 400 reais num show de pequena duração. Dinheiro nenhum compra a sensação de estar no lugar certo na hora certa. E quem sabe essa não eh a hora de se permitir realizar um sonho com o dinheiro dos outros. Dinheiro eh mto bom, e não ter sempre que suar pra ter tbm eh.
Então pé na estrada, pq a gnt sempre vai ter os M.s pra fuder com a cabeca da gente!
Sobre o amor, sinto muito, sobre isso não vai dar pra falar. Não sei mesmo.
Posso te dizer que caminho ao seu lado, que te adimiro, que gosto do jeito que confia em mim, que me faz bem ter vc por perto. Posso dizer que to ai, aqui, onde vc quiser, mas principalmente to num lugar secreto que poucos conhecem, num lugar que compartilho com vc os arquetipos femininos proibidos. sua existencia fortalece a minha.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

pólen




Não tenho marido
Não tenho homem
Não tenho inimigos
Não que eu saiba
Tenho a mim
Tenho uns outros
Outros que chamava anjos
Anjos já não sei
Mas tenho
Tenho pedaços soltos
Circulam `libre`, como lebre
E mesmo quando não me chamam me levam
Circulo livre nas veias e nos poros deles
De todos
Todos eu, você, ele, ela
As sombras vagam
Meio as brisas noturnas dos litorais
Cansam do quente
Das serpentes
E purgam ate o pó
Vocês pensam que a areia é feita do que?
E o recheio do vulcão?
Pensou?
Num pensa
Assim também é gostoso
As vezes cansam de você, de mim, dele, dela, todos cansam
Se quiser escolhe
Eu decidi que não sei viver sem tirar as cartas
Perei de perguntar quando tirei os pés da fogueira
Voar ficou fácil, foi hilário ate
E não é tão diferente de andar de bicicleta
Vem de tudo na sua cara, do pólen ao cimento corroído
Então brincar na ponte passa a ser luxo
E criam-se códigos na entrada
E isso me separa
Me embaga também,
Porque nos iguala
E por fim ninguém quer ser igual a alguém
Ainda mais depois de entrar pelo portão
Falando serio, entendo os entorpecentes
Os índios `In nutra`, os urbanos `In vitro`
Borra igual
Me diz o que fazer com borrão.
Eu experimento, ta tranquilo.
To tranquila, em paz, to comigo, to com as flores ...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Buraco no assento do carro




Porra J. assim você me fode. E se você não rega minha semente pela manha ao longo do dia ela fica seca. Faz toda diferença, sabe?
Preciso confessar ... adoro o mar e mas nem por isso tenho menos medo de me afogar. E olha que aprendi a nadar no útero! Muita H2O, entende?
Fala um pouco mais alto. Você não precisa de um microfone (ahahah ate pq eh micro) e nem das piadas do semi-careca sentado do seu lado.
As vezes o chiste está pra alem de gastar as pessoas e ai eu acho chato. Sim?
Sei lá, vai ver eu eh que não estou no humor. Por isso prezo a nossa sintonia. E sintonia eh liberdade, e liberdade eh poder pensar a transgressão menos a agressão. Pra que agredir, certo?
Lembremos que sentimos prazer e que graças a s gerações passadas hoje podemos pensar o gozo diferente de pecado.
Agora eu ri dele: “ o tema era: o papel do historiador na sociedade”. Agora ele costura um texto bonito. Ai sim entra mais água, mais sensibilidade. Isso me fez lembrar sobre nosso assunto em relação a Freud ser tantrico.
E o conceito da palavra entra por ai. Só que agora to com preguiça de explicar. Mas eu sei que entre todos você sabe exatamente do que estou falando.
E pensar nos outros me da uma sede ruim, sede que eu não sinto ao seu lado, peixe. Mas eu entendo os lagartos.
Viu? Ainda to aqui, mas de qualquer forma preciso pegar um ar e anotar em algum lugar que quero te contar meu sonho doente da noite retrasada. Ah e também quero falar mal do cara da voadora, ... ou não!
Talvez eu não precise cansar minha beleza pra treinar meu senso critico. Pele boa, vida nova.
Por favor, + obras de artes pra mim, - relacionamentos.
A palavra eh: distanciamento. Comedido.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ironica origem



Me diz ai,

e se abrissem as portas dos sanatórios e dos presídios ...

persistiria a raça humana ?

domingo, 20 de setembro de 2009

Pega o meu vazio




Tira uma foto minha? Assim, igual a essa folha em branco. Entende? É assim que eu quero, bem assim, bem branquinho! Da ?!Hein, da’!? Vai responde logo! Ha ha ha! Eu to eufórica mesmo.
Não-não, assim tá bonitinha. Bonitinha não quero. Claro que eu não posso sorrir! Não-não, triste também não. E se eu colocar o arco branco? Olha ai, foi? Ah, essa sua lente é uma merda!
# gargalhadas #
Ta, eu fico quieta. Espera eu parar de rir. Deixa aparecer. As celulites grandes não, só as pequenas! A brisa o que no meu cabelo? Fala mais alto! Ta muito forte o barulho do vento entrando pelo vão da porta. Ai! Ha ha ha. Ta! Ha ha ha, para!
Eu to, juro! Juro, serio. É serio. Não po. Olha isso.
# pose final # O vento quebra um dos vidros # cacos coloridos no chão #
Não deu? Não? O que faltou? Como não sabe?! E se eu tirar a calcinha?
#click entre pose #
É verdade, eu também gosto das minhas costas. Ta perfeito, obrigada.

“ Em preto e branco, Bruna”.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Frescor



Eu sou amante de um cara. Aham, a outra. Sim, eu que fui romântica doente. A mesma que já pensou em viver virgem pra ser de um homem só. A mesma que precisava pertencer. Pertencer a alguém pra pertencer ao mundo. Pois é, chutei o balde. Pertencer virou perspectiva.
Eu mesma, a que diminue os homens quando digo que nascem de uma boceta e uma boceta é pra onde vão. Pois bem, não me pergunte o que fazer com qualquer falsa moral. Nao me pergunte o que vou fazer com a minha.
Falar de amor é complicado. Eu sei lá o que é o amor. Bem-estar? Nomes são só nomes. E o amor pode ser a coca-cola das nossas refeições. Xarope doce, cheio de gás. Digestivo quando não causa azia. Ópio do povo. Anestesia coletiva ... E a raca se segura firme na possibilidade de se ter uma garrafa na mesa nossa de cada dia.

E o amor tambem é conbustivel pra neuronio, e isso me faz perceber que cansa ser inteligente. É luxo pra poucos. E cansa mesmo. De repente sou obrigada a me repensar como sujeito e re-apresentar a mim mesma de uma maneira que doa menos pros dois. E pra que isso, pra depois escutar de um idiota qualquer que meu ego é inflado demais.? As pessoas confundem inteligencia emocional com vaidade. E por isso eu não aguento os zens que precisam aniquilar o Ego ( instancia não matemática) para tentar dar algum sentido a existência. A informação tá ai pra todos. Cada um usa como pode, como quer. E a burrice e fragilidade alheia equilibram o mundo. A terra seria chata demais se só fosse abitada por pessoas como eu. Não teria graça. Não teria raça. Fato, a gente se exterminaria. PS: rezo e medito.

Acho que o povo precisa de um cabelo macio. Todo mundo merece um cabelo macio! Tocar o cabelo é terapêutico. Pensa nisso. As mães passam as maos na cabeça das crianças, os padres na de seus fieis, os amantes se acalmam assim, um com a mão na cabeça do outro. O que fazem os dedos entre os fios?

Não pede mais pra beber minha água não. Pega no próprio cabelo. Bate uma. Mas me deixa quieta. Bota sua calça xadrez, seu adidas gasto e sua mochila nas costas. Fuma um se quiser. Foda-se sabe? Querendo ou não a gente se pertence, a gente se merece.
Profissão pra que?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

palácio ávido



Quanta poesia pra falar que gosta quando eu te chupo, te dedo e meto em você. Que porra é essa de ficar enfeitando as palavras? As coisas são o que são. Te faço gozar e você adora. Me diz isso e ponto. Você tá ficando chata! Analista demais, sensitiva demais. Dê menos. Se da um descanso, me da um descanso. Para de falar em códigos pra me seduzir. Você não precisa disso. Você é uma delicia assim. Crua. Cala a boca mulher! Isso não é pra te agredir.
Não me responde assim! Cacete! Eu sou sensível sim, porra! Num fode. Porra... que merda.Eu só to te falando isso pra te trazer sossego. Pra você perceber que existe muito mais do que isso.
Eu sei que você já sabe, mas parece que esquece.
Dança pra mim hoje, eu prefiro. Ah vai, eu te coloco afim.
Vem cá. Sorriso lindo. Ta sentindo, né? Só mais um pouquinho. A sapatilha de ponta. Espera. Vou pegar o meu capuz. Espiral dourada.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Bruma




virgem de esmalte rosa pink promiscua de pés descalços jeans no lixo tecidos macios. peitoral pálido cordão de prata umbigo pra dentro burra demais. beijos sempre molhados cachos cheios de nó ombro ossudo que adora ser tocado. feminino na sinceridade na calcinha enfiada sacanagem na língua presa a malícia no travesseiro os planos. em um metro e cinqüenta e sete e meio tua mãe tua vadia tua escrava tua amiga tua mestra tua mendiga favorita tua avó tua amante de mil vidas tuas cuecas usadas tuas bebidas vomitadas tua santa tua parte inteira tua metade tua filha tua inocência. par de bundas viajantes excitante enlouquecedora convencida confusa prolixa intolerante engraçada boboca. violenta dedo na boca esquece o desodorante liga bêbada pro amante entra no mato sozinha . poros do sensível lâmpada voltaireiana matéria eterna pra escola. dilema preto no branco sussurros no meio do pranto abraço que não chega cereja no copo vazio. lago de violetas no olhar sexo dos anjos toque pagão suor de avelã profissão amar. gozo velado aperta fino a primeira é a melhor berra na dor saboreia a tangerina do poder. brilho infinito do corpo de luz de um sino da centelha divina boca oceânica piada da paz.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ar



enquanto respiro escolho a roupa que vou colocar quando sair do banho. e assim enquanto eu respiro esfrego o creme de castanha nas minhas canelas. canela eh o cheiro que sinto do incenso aceso do lado de fora da janela. sinto enquanto respiro.
sento de frente ao meu som de luz verde turquesa e escuto a voz de uma das minhas cantoras favoritas. enquanto respiro.
enquanto respiro gargalho com as criancas e durante o trabalho com elas vivo minha crianca que danca como bailarina de caixinha de musica.as pessoas em volta acham engracado, eu deito, rolo, pulo e falo alto, empolgada com meu corpo que descobre outra vida. respiro enquanto me alimento do prazer da companhia deles.
enquanto respiro decido mudar do acustico pro metal. vibe que transforma malucos segundos. lembro dele me dizendo que queria ser astronomo. eu entro na onda sem contar pra ele que pensei em ser astronoma. ele me diz que tem de enteder demais de fisica e matematica. frase que apresenta a mestra intelectual por tras da porta dupla.
oxigena meus globulos movimenta meu sangue. circula por meus membros. aquece minhas geleiras, transmuta o doente, organiza as sinapses e recebe asas. entra pelas cavidades, me possue, fala franco a minha libido, entra em combustao e pela minha garganta me da voz. enquanto respiro.
enquanto respiro coloco inteiro na boca o toblerone que ela me deu enquanto secretamente me conta como foi doce sua viagem. o sabor nos meus dentes, na minha lingua e genviva me tornam mais encarnada. encantada. lembro da irma dela, das nossas conversas, e do nao dito. por pouco tempo. fecho os olhos e lembro do abraco delas enquanto respiro. acho que nunca falei como sao unicas pra mim, talvez nem imaginem, mas sabem.
sincronicidade eh tudo. barulhento entra corredor adentro. me alarma da sua presenca e tao barulhento quanto, libera seu ar. por um lugar mais ao sul - informacao indispensavel. me fez refletir sobre os curiosos momentos de descarga do meu ar. sim, tudo que entra sai. por que ali e pra onde vai? respiro no final da frase pra ter certeza que o cheiro ruim ja passou.
falo da transformacao que leu no meu pulso antes de me tocar. sempre acreditei em voce. hoje as pontas dos meus dedos se encarregam de circular minha gratidao a toda forma de natureza.


rios plantas ceus infinito cores mar carne osso veiculo pronomes buracos luz asas pes alma




domingo, 16 de agosto de 2009

vanilla vibe





Foram os três quartos de meias vermelhas com corações rosas que preservaram seu amor durante aquela madrugada. O resto foi entregue ao vento que entrava pela fresta da janela do sexto andar. Já não era igual, de jeito nenhum era igual, a não ser nas suas loucuras. Eram os mesmos seres viscerais deitados, permeados pelos flocos brancos do mês de outubro do ano passado.


Conta nos dedos e mesmo assim perde a conta, e quando descobre o tempo que passou já não lembra mais porque contava. E não lembra mesmo. Divaga sobre aquela porta larga de madeira em branco com flores trabalhadas de cima a baixo. Por ela entravam os raios de sol que esquentavam o mármore do seu chão. Calmaria ao ver imerso na água os restos do anterior. Os restos que se deslocavam de um vaso a outro porque não queriam ir. Descobriu naquele espaço uma tampa, a curiosidade encontrou suas roupas usadas emboladas. Numa tentativa de pescar o cheiro do vivido, enfia tudo buraco a dentro e fecha aquela tampa. Ninguém imagina como estava em paz.


Vinte e sete dias depois. Ironicamente ou não, naquela noite estavam enroladas e guardadas no buraco negro com alças que gosta de carregar sobre o ombro direito. Junto a identidade, ao dinheiro, aos papeis com anotações, suas chaves e um casaco; estavam elas. E dessa vez, antes de meia noite se despediu ... de vez. O par de meias vermelhas que com ele viveu. Preservou o seu amor.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

uma hora e treze minutos depois

Foram 3 laranjas, meio mamão e cinco morangos grandes. Através das meias brancas e gastas dava pra ver o esmalte vermelho em seus pés. A corrente de ar frio esbarrava nas pernas parcialmente despidas. Os sons da cozinha quase plagiavam os do motor de um caminhão. Lembrou-se daquele dia em que adoçou seu chá com mel enquanto ele dormia.

Manhã cinza de mar ressacado, de pensamentos nublados, de organismo fadado. Dessa vez os entorpecentes contaram uma outra verdade. "Dessa vez o uniforme vermelho não vem te salvar". Manhã seguinte de uma noite sem sonhos e nem pesadelos. Uma manhã de vazio. Uma manhã de sono incubado em globos oculares translúcidos. Fundas olheiras. Sente falta do cheiro daquele cobertor azul.

Entre o macio e janela os cães compõem a trilha sonora do inicio da tarde. Uns poucos pássaros soam como o riff de um baixo. Os dedos no teclado uma suave percursao. Os ruídos do estômago fomentam uma canção. Cinco minutos passaram e um carro qualquer se junta a voz da vizinha de cima. Transformam a melodia.

Abre sua porta sem pedir licença, e primeiro oferece o almoço, em seguida cobra por uma blusa rosa de gola rolê. Pergunta, acusa, faz caretas, bufa, pra depois encontrar a tal blusa no armário embaixo da pia misturada nas suas coisas mofadas. Deixou uma porta aberta. Com certeza foi de propósito. E faz pra incomodar; faz pra chamar atenção pra vida que muitas vezes considera desgraçada. Já não é tão estranho ter achado azedo as 3 laranjas, o meio mamão e os cinco morangos. Virou os olhos e perguntou se tinha limão. Que solidão.

Mais sono, mais frio, mais cansaço. Pensa sobre o atual espaço físico limitante, e com a cabeça apoiada na bancada colori o piso da sua sala, as cercas do seu jardim, pensa nas as vacas, nas galinhas, nos coelhos, nos cachorros, gatos, tartarugas, pássaros e borboletas que quer ver voando no seu quintal. Pensa nas arvores, nas frutas e na horta que constrói a distancia. Sente o cheiro do bolo que assa no futuro e se alegra com a musica clássica que vem da sua linda sala de espelhos. Em uma das paredes um espelho enorme com alguns mosaicos reluzentes. Mais espelhos frente à barra que impulsiona seus giros. Sala perfumada, emantada. Onde o lúdico ganha vida, onde acontecem seus grupos de meditação, onde dança a bailarina, onde concebe pela primeira vez. Casulo da transformação.

Cotovelos no lençol gasto, áspero, cheio de bolinhas da maquina de lavar. Suspira e em algum lugar vê seus novos lençóis tomando banho de sol no varal. Na hora de levar pra dentro assopra os insetos que vieram visitar.

Agora o bolo está pronto. Lá de cima ele desce todo sujo de tinta. Um sorriso de amor aquece os fios do seu cabelo. Ele chega bem perto e fala sem parar. Suja a louça com a tinta e com o peso do corpo quebra o banco de madeira. Agora vem gargalhadas. Os tocos que restaram vão pra casa da arvore que estão terminando de construir.

As cortinas estão prontas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

movimento




Hoje em cores sobrias ...
como me faz sentido ...




" O sol esteve distante por dias. Uma linda flor em um vaso. Um chinelo perto da lareira. Um violoncelo deitado em seu estojo. Logo desce as escadas.Veste sua elegância matinal. O som da água a faz sonhar. Eh desperta por uma nuvem de vapor. Ela derrama um sonho em um copo de agua e Uma colher de açúcar o adoça.

E ela luta por sua vida enquanto coloca seu casaco. E ela luta por sua vida no trem. Ela olha para a chuva enquanto ela cai. E ela luta por sua vida enquanto ela entra em uma loja. Com um pensamento que captura por um fio Ela paga pelo pão. E ela vai ...

Ninguém sabe .O sol esteve distante por dias. Uma melodia de inverno, ela toca . O trovão faz ela contemplar. Ela ouve um barulho atrás do portão. Talvez uma carta com uma pomba. Talvez um estranho que ela poderia amar.

E ela luta por sua vida enquanto coloca seu casaco. E ela luta por sua vida no trem. Ela olha para a chuva enquanto ela cai. E ela luta por sua vida enquanto entra numa loja. Com um pensamento que captura por um fio Ela paga pelo o pão. E ela vai ... Ninguém sabe.

E ela luta por sua vida enquanto coloca seu casaco. E ela luta por sua vida no trem. Ela olha para a chuva enquanto ela cai. E ela luta por sua vida enquanto vai a uma loja onde as pessoas são prazeirosamente estranhas. E contando o troco. E ela vai ... Ninguém sabe "


musica de Oren Lavie

p.s. assistam o video !!!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Hoje a noite

Vontade a gente tem, mas nem sempre nossos desejos podem ser satisfeitos. O post de hoje nasceu de uma necessecidade de sublimacao, onde o meu desejo de aprender a tocar uma musica, acabou sendo vetado por conta do barulho estar encomodando o resto da casa. O desejo continuou presente e visto que o prazer talvez nao viesse atraves do ato de tocar, meus mecanismos psiquicos logo arrumaram um jeito de buscar pela satisfacao. Acabou encontrando uma via de escape prazerosa: a escrita. Portanto aqui vai um post sobre o jogo de cintura.

Era isso o que eu fazia antes de virem reclamar, era isso o que eu fazia. Barulho, muito barulho. Sempre barulho. quase nunca me encomodei com isso. A principio achava interessante a minha sonoridade, ate me gabava. Imaginava que o meu barulho era bem vindo. Aham, em alguns casos ate era, mas em outros devia soar um tanto quanto desafinado.

Era isso o que eu fazia, falava tudo. Falava mesmo. Falava dos meus sonhos, dos meus medos, dos meus erros, das minhas vontades. Pedia para que as coisas fossem do meu jeito, e quando nao dava, rebolava pra fazer dar. Nessa epoca eu ainda nao tinha perdido o tom e rebolar era engracadinho. Fazer um bom charme eh uma das minhas especialidades.

Quando foi que o meu grave foi ficando agudo? Acho que a partir do momento em que a melodia pediu. As vezes isso acontece. Conservar o acorde eh a minha missao do momento. Foi no escuro do meu santuario que essa ideia me fez lembrar da musica do luxuria. Nos ultimos meses tenho pensado nas minhas escolhas falhas e buscado por uma forma de pegar mais leve comigo mesma. Costumo dizer pros meus amigos nao se cobrarem tanto em relacao aos erros do passado e sei que naquela epoca fizeram o melhor que podiam fazer. nao lembro de dizer isso a mim.

Acho que to passando tempo demais olhando pra tras. Penso que minha analista talvez me disesse que estou elaborando o que se passou na minha vida, fortalecendo meu ego e conhecendo melhor as minhas estruturas psiquicas. Ok, concordo, mas it`s time. Eh tempo de me perdoar por ter ferido meus proprios ouvidos, porque no final das contas aqueles que escutaram meus gritos ja me perdoaram faz tempo e provavelmente me perdoaram porque sabem que eu so tava seguindo a melodia.

Hoje penso sobre a hora de apertar o mute, mas sei la, acho que o mute me adoece. Talvez seja melhor pensar no pause, ou ate mesmo no stop. Definitivamente chega de replays. Foward nunca foi o meu problema, alias, tracar metas bem definidas tambem esta na lista de To Do desse mes.

Descobri que ainda tenho notas pra encaixar, mas a melodia mudou. E tudo o que eu tenho pra falar, todo o meu barulho vai ter que arrumar um outro jeito de se manifestar. Sublimar ... o proximo post vai ser sobre os diversos significados do conceito sublimacao. Falando nela, aqui embaixo esta o video que resume as linhas a cima. O video que mostra exatamente o que eu fazia essa noite antes de sentar aqui. E jah que hoje decidi escrever o texto em primeira pessoa e me expor, decido tambem nao ter que mudar de computador para corrigir os erros ortograficos e escolho expor a intimidade da minha falta de familiaridade com as notas novas. Um video imperfeito pra falar da minha imperfeicao.

P.S.: ate onde vcs acham que expor a minha fragilidade vai contra mim?

* sempre entre mim e voce, mas hoje em especial de mim para mim mesma.*

Bruna Buechem [...]

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dismorfismo Essencial


Que merda é essa de consumir um monte de merda, sabendo que se está fazendo merda e que no final das contas isso só vai dar em mais merda? Ingestão infindável, fermentada, química intoxicante, açúcares fabricados. Tecido adiposo bipolar, que protege o umbilical do ataque alheio e consome o seu plexo solar.

Quanta falta de vergonha na cara. Sai por ai perdendo os óculos pra se safar da vista grossa que vive fazendo em relação às próprias escolhas falhas. E que se foda o nariz, a garganta e os ouvidos, tem mais é que entupir tudo mesmo. Sinusite nos covardes.

Que corpo mudo é esse? Mãos de cadáver, brancas, geladas, sem vaidade. Arritmia diagnosticada em uma sala de 3 metros quadrados, por um alguém que não faz idéia do que se passa em seu coração. Disfunção de caráter, só pode ser. Deita naquela maca e sai com uma receita no bolso que justifique sua bunda mole. Adiciona uma lordose ai, porque parece fazer sentido esconder o próprio sexo por medo de virar cinzas mais uma vez.

Combustível poluente ferve seu sangue, queima seus neurônios, intoxica os pulmões. Febre por três dias é pouco. Raiva fraudulenta que não faz essa porra explodir. Cadê a lava borbulhante e devastadora? Cadê? Não rola, né? Devastar é pros desapegados, e nesse caso estamos falando da fragilidade em pessoa, não é mesmo?

Então, de que adianta massacrar os músculos com adrenalina, ter sonhos reveladores e escrever poesias no caderno de folhas coloridas? De que adianta os dedilhados, os baseados e os banhos demorados? Quando é que vai parar de se esconder nessa armadura de anjo? Se parar de manipular sua realidade talvez consiga apresentar a linha de chegada à sua fuga.

Um brinde vermelho aos tapas na cara, aos socos de estômago, as bolas nas costas, aos abandonos, as palavras em vão, as lagrimas derramadas e as rugas do rosto. Absolver o passado é receber o presente, ... E que presente libertador.

Missão cumprida. Entendido o acoplado em suas costas, honrado já é o seu caminho.



# Do moderno dicionário da língua portuguesa, Michaelis

dismorfismodis.mor.fis.mosm (dis3+morfo+ismo) 1 V alomor­fismo. 2 Biol Qualidade de aparecer sob formas diferentes (alguns fungos, por exemplo, assumem formas diferentes em condições parasíticas ou saprofíticas). 3 Biol Estado do ser vivo que se apresenta sob uma dessas formas. 4 Med Forma defeituosa de um órgão; má conformação. Var: dismorfia.

essenciales.sen.ci.aladj m+f (lat essentiale) 1 Relativo à essência; que constitui a essência. 2 Que constitui a parte necessária ou inerente de uma coisa; necessário, indispensável. 3 Característico; importante. Antôn (acepção 2): acessório. sm O ponto mais importante.


“A sinceridade destrói castelos de areia. É a realidade sem anestesia. Ela não estimula reticências, não teatraliza as relações humanas, não debocha da credulidade alheia, não falsifica impressões. A sinceridade é de vanguarda. É tão soberana que emudece a todos. É tão inesperada que impede retaliações. A sinceridade é o ponto final de qualquer discussão”. Martha Medeiros.

* sempre entre mim e você*
∞ Bruna Buechem [...]

Codiletras para Codinomes


Conversar com A. é sempre A .( A. riscado; arriscado!). SEMPRE!
A.quase nunca entende as palavras de B. Ultimamente, B. tem escolhido não contar com as outras letras pra se fazer entender. Parece até mais complicado, entretanto, se pararmos pra pensar A. e B. estão tão próximos, que não faria sentido algum ter outras letras entre eles, certo?

O que aconteceria se fingíssemos que A. e B. são as únicas letras do nosso alfabeto? Provavelmente, A. e B. ficariam mais próximos do que nunca, e então, de fato, não existiria mais nada entre A. e B. Quase soa romântico, não fosse por uma outra reflexão:
Restringiríamos nossos sons a: “Ab?”; “Ab!”; “Aba?” “Aba!” “Abababab”. … Ou… “Ba?” ; “Ba!”; ” Bab?!”; “Bababababab!”. Meu deus!Fica muito próximo de algo como Bla bla blah, ou é impressão minha? Pois é, restrições demais podem acabar em ” blah blah blah” !

Mas alguém já parou pra pensar, por que no nosso alfabeto A. e B. assumiram tais lugares? Por que A é a primeira letra B a segunda, C a terceira, e assim por diante? Essa resposta ainda não encontrei. A historia das letras conta que antes de surgirem como tal, as pessoas se comunicavam através de desenhos, e por conta desses desenhos passaram a montar frases inteiras com eles. Assim como nós fazemos em um jogo de mímicas. Então os desenhos foram ficando mais específicos, ate chegarem ao formato de letras atuais, como vocês podem ver alguns exemplos na tabela abaixo.

















Voltando a questão do posicionamento das letras, penso que B. não faz contato somente com A., que gosta muito dos sons de C , que interage com D, que proseia com E, e assim por diante, até chegar na relação de Y com Z. Penso se A e z são letras que se sentem diferentes por estarem nas extremidades, uma por não ter um antecedente e a outra por não ter um procedente. Quem sabe A. e Z são como portais, que marcam inicio ou fim de um ciclo? Gosto dessa idéia, e isso me faz pensar o quão próximo A. esta de Z e Z de A, que está próximo de B, que está próximo de C e assim por diante. Todos linkados nessa incrível jornada.

Um dos pontos mais interessantes dessa historia é que a escrita foi inventada na Suméria, um país que existia onde hoje estão o Irã e o Iraque, numa região chamada Mesopotâmia, que significa “entre rios”. Os rios são o Tigre e o Eufrates. Naquela época, cerca de 5 mil anos atrás, a escrita começou a ser feita em pequenas almofadas de barro.

Com mais uma analogia termino o post de hoje contando pra vocês que a historia de A. e B. aconteceu, e surgiu meio a um vale de lagrimas, como uma canoa encantada disposta a resgatar essas duas letras. A. e B. transformaram o C da canoa em um de Cabana, então se Amaram, Brigaram e Cansaram. B. não podia mais sentir o cheiro do cloreto de sódio daquelas águas, mas A., A. volta e meia transformava a cabana em canoa, e assim estendia os braços e molhava novamente seu rosto no vale das lagrimas. Acho que A. está acostumado aos sons desse rio , e por isso se assustou com os sons que B. faz. Vejo B. se sentir mais inserida, mais próxima de outras letras, mais próximas de possibilidades de diferentes sons. Talvez A. não tenha enxergado isso, talvez só tenha escutado blah blah blah. Acho que A. não se viu como portal, e talvez não tenha nem pensado no ciclo.


O final dessa historia é triste. A. que um dia fez sons tão lindos com B., não os consegue mais fazer por conta do C; C de Culpa. Então desejo a A. que se permita estreitar laços com
B. e possa Brincar
Ceder as teimosias
Despedir-se do passado
Entregar-se pro presente
Fazer acontecer o que deseja
Guardar boas lembranças
Honrar seus sentimentos
Integrar seu corpo a sua alma
Jantar mais a luz de velas
Kama sutraR
Livrar-se do que não presta
Motivar-se com a luz do dia
Nutrir suas relações com todo seu amor
Observar-se
Punir-se menos
Questionar seus medos
Respeitar os diferentes sons
Saber separar as coisas
Tocar seu violão
Uivar a sua força
Vislumbrar o seu futuro
Xavecar seus ideais
Yo te digo ... essa ta foda
Z … “ze” lembrar que você é livre!




Dedico esse post ao A. da minha vida, que provavelmente vai discordar de quase tudo que eu disse.




* sempre entre mim e voce*


∞ Bruna Buechem [...]

Eterna Lembrança

Dos meus relacionamentos, um dos mais longos. Um pouco mais de dez anos. Normalmente quando o adjetivo longo complementa o substantivo relacionamento, tendemos a interpretar a sentença como "algo bem sucedido”, certo? Ok, longo sim, bem sucedido? Também. Mas, nem por isso menos sofrido. E talvez um dos mais sofridos, principalmente porque estive nua a maior parte do tempo. Exposta, quase sempre sem defesas, e quase sempre por opção. Algumas vezes sentava em frente ao computador, ligava a tv ou ouvia alguma música pra evitar a sua companhia, mas de uma forma ou de outra estava sempre lá. Presença.

Me acolhe independente de tudo, faça sol, chuva, quer eu grite, quer eu dance, quer eu durma, quer eu cante. Escuta meus prantos com todo o tempo do mundo, parece até que sua principal missão é olhar pra mim. Com toda delicadeza que existe em si, com seu silêncio me questiona como ninguém nunca questionou, e também com seu silêncio ilumina as minhas incontáveis possibilidades. Em uma palavra; Fidelidade.

Confesso que por mais que estivesse bem perto de mim por mais de um ano, só tomei consciência de tal fato durante uma madrugada solitária no meu quarto. Deu sinais, mas eu não entendi. Então com a maior das sutilezas, arrancou com força todas as minhas peças de roupa, alguns pedaços da minha pele, a minha voz e grande parte das minhas lágrimas. Lembro como se fosse ontem, que antes disso tudo acontecer eu já tinha deitado, levantado, me ajoelhado pra rezar, deitado novamente, e levantado. Daí sentei no para-peito da janela, e foi como se a presença do lago, das montanhas, do céu índigo, de todas as casas e carros que passavam tivessem querendo me contar o que estava pra acontecer. Alarme.


Então a faixa 11 daquele cd começou a tocar, e junto com as notas tocou cada centímetro do meu corpo, e aos poucos encontrou uma brecha e por ali chegou bem perto da minha alma. Devagarzinho, como só mestres sabem fazer, me transformou em melodia, e por alguns segundos nos tornamos um. Como os números da faixa 11, mas nesse caso, 1 e 1 não somaram 2. Fusão.

Talvez eu nunca tenha retribuído com o melhor de mim. Algumas vezes toquei firme, e com as mesmas mãos tracei uns símbolos nos seus cantos como forma de cuidado. Por outras pintei, comprei objetos, pendurei acessórios. Infelizmente só pensando em me agradar. Às vezes é muito difícil perceber a natureza do que está a nossa volta e tantas outras mais difícil ainda perceber o que está além do que se vê. Hoje, com muito amor quero poder honrar e agradecer a sua incomparável estrutura. Inesquecível.

Às paredes do meu quarto eu dedico esse Post.


*sempre entre mim e você *
∞ Bruna Buechem [...]

Unicamente




UNICAMENTE …


“Vem sentir a era das águas, o velho tempo terminou. Somos filhos da mãe natureza,ventre do total amor. Segue-se a história herdada de Atlantis, todo começo é o caos. A raça humana, eterna mutante, nasce ao plano astral.

Raiou o sol, que haja luz no novo dia. A voz da fé pe a sombra que te guia. Eu vou buscar no silêncio do teu mar, linda sereia. Odoia Iemanjá.

As ondas que lavam a terra vem tecendo um espiral.Tom sereno, que pulsa no mantra do teu canto sideral.Deusa da fonte, rede gigante, espelho do eterno altar.Dom da visão, do vôo distante sonho pra nos lembrar.

Raiou o sol, olha o mar, que alegria. Sentir você é viver em harmonia. Eu vou buscar, pedras brancas pra te dar linda sereia, Odoia Iemanjá

Vem sentir, somos divinos, grãos de areia da razão. Num só corpo de única mente, escolhemos free will zone. Esse é o motivo incerto, destino,tempo é uma ilusão. Íris da noite, ela revela a próxima dimensão.

Raiou o sol, que haja luz no novo dia. A voz da fé é a sombra que te guia. Raiou o sol, olha o mar, que alegria. Sentir você é viver em harmonia. Eu vou buscar pedras brancas pra te dar linda sereia. Odoia iemanjá. "

Deborah Blando.


“Unicamente” me bateu como cheiro de chocolate quente numa manha de frio. Quero dividir esse convite com vocês. Que esse espaço seja uma janela para um horizonte colorido de bom humor e inspiração sobre as nossas vivencias!

*sempre mim e você*

∞ Bruna Buechem [...]